Ando de saco cheio de gente que não respeita o meu trabalho. Gente que fica puta quando cobro créditos. Gente que copia e cola. Gente que não te dá a mínima, diz que te adora e vai lá, copia teu texto, coloca em blog, Twitter, Facebook e Orkut sem aspas, sem nome do autor, sem nada. Acho desrespeito. Acho um desrespeito. Tudo que eu escrevo mando registrar na Biblioteca Nacional. Copiar e colar por aí sem dar créditos é crime. É errado, é feio, desonesto, é sério, muito sério. Você já parou pra pensar que alguém sentou a bunda numa cadeira e ficou um tempo ali parando pra pensar e fazer alguma coisa decente? A pessoa escreve, depois de ter tido trabalho e você chega como se fosse a coisa mais normal do mundo e toma posse daquilo. É muito desaforo.
Dá vontade de simplesmente encerrar o blog. Não escrever mais aqui. Não ter mais nada meu dando sopa para ficar circulando na internet como se fosse uma coisa sem dono. Dá vontade de simplesmente ser uma escritora que só escreve livros. Dá vontade de o único contato ser esse: livro. E, olha, do jeito que a coisa anda vai ter um livro a cada dois anos, no máximo. E fim, deu, acabou, terminou. Sabe, é desesperador ver o teu trabalho se espalhando como se fosse de ninguém. Ver textos e frases ganhando o mundo com outros nomes, outras caras. Dá vontade de chorar e apertar no botão "excluir blog". Mas não vou fazer isso. Eu gosto daqui. Mas que dá vontade, ah, isso dá.
( CLARISSE CORREA.)

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